Crise Mundial

Estamos no século XXI, sendo que, de longe, esse é o século no qual nós, seres humanos, estamos vivendo época com mais tecnologia nos cercando. E isso só foi possível depois de anos e anos de pesquisa, acertos, erros, entre outros, que possibilitaram o desenvolvimento de coisas que utilizamos hoje como telefones celulares, internet, automóveis, transações bancárias, entre muitas outras coisas.

É notório dizer também que, se os primeiros filósofos modernos, surgidos na Grécia, não tivessem perpetuado a sua visão de mundo através de escritos e ensinamentos, muitas as coisas que fazemos hoje não seria possível. A filosofia, como você deve ter aprendido, é a mãe de todas as outras ciências, inclusive a matemática, essa que é, de longe, uma das ciências mais estudadas.

Podemos dizer então que o mundo de hoje é muito mais seguro, social e responsável que o mundo de 50 anos atrás, no qual muitas pessoas, por exemplo, padeciam de doenças que hoje uma simples vacina pode evitar.

No entanto, apesar da grande tecnologia, informação e inovação presente, o mundo não está imune de sofrer de crises, tanto econômica quanto social, e, infelizmente, estamos vivendo uma época onde essas crises estão ocorrendo com certa frequência. E é esse o tema desse artigo de hoje, que visa tratar um pouco sobre o que é uma crise e, também, falar um pouco sobre a crise econômica que o planeta está enfrentando atualmente. Confira:

O Que É Uma Crise?

Atualmente, uma crise pode ser definida como uma desordem no equilíbrio que fora determinado por forças maiores, e, o desequilíbrio gerado pode causar diversos transtornos aos seres humanos, tanto econômicos como sociais. Uma crise econômica pode ter diversos motivos, desde dificuldades industriais, ou seja, as empresas não conseguem mais lucrar sobre os seus produtos, tendo que adotar medidas, às vezes, brutais demais o que incluem redução de salários e cortes de postos de trabalho, entre outros.

Uma crise econômica também pode surgir puxada por problemas naturais, como uma chuva de granizo intensa, que, por vinte minutos de vigência pode estragar uma plantação toda de trigo, por exemplo, e isso pode refletir no preço da saca de trigo, que fica nas alturas. Um evento isolado desse não causa uma crise de imediato, mas sim, se isso for recorrente e o produto não conseguir ser reposto em um tempo hábil, considerando, ainda, que outros produtos podem ser derivados desse. No caso de uma falta imensa de trigo, muitos ficariam sem o seu pão de cada dia, literalmente, o que criaria uma certa deficiência de produtos a base de trigo, aumentando o preço do produto e dos seus derivados.

Pode, também, existir uma crise de ordem social, no qual a sociedade está em conflito por conta de alguma coisa veiculada à etnia, aos costumes e, principalmente, à religião professada para o algum dos povos envolvidos em conflitos. Isso pode ser visto, com bastante clareza, no Oriente Médio e no Norte da África, onde disputas sobre territórios considerados “sacros” acabam em sangue, tristeza e morte. Isso desencadeia um estado de tensão permanente nos locais onde esses conflitos ocorrem, o que os coloca em um delicado estado de desordem civil e, por aí, desencadeia uma crise social.

O Mundo Vive Uma Crise?

Como já dito antes, o mundo está demasiadamente desenvolvido, se comparado há 10 anos atrás. Isso pode ser comprovado com toda a tecnologia disponível a nós atualmente. No entanto, toda essa tecnologia não foi o suficiente para fazer com que o mundo ficasse livre das crises. Em 1929, por exemplo, uma forte crise abalou a bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, o que resultou em milhares de pessoas desempregadas, sendo comum naquela época percorrer a cidade nova-iorquina e perceber várias filhas de muitos metros de extensão de pessoas desesperadas e famintas a fim de receber provisão para sobreviver.  Tal episódio ficou conhecido como “a Grande Depressão de 1929”.

Anos mais tarde, em 1939, eclodiu a Segunda Grande Guerra, o que resultou, além de perdas econômicas violentas, a morte de muitas pessoas. Os países, sobretudo aqueles que saíram derrotados, sofreram uma severa recessão, principalmente o Japão, que, de um país jogado às traças, hoje é uma das potências mundiais, podendo ser considerado, tranquilamente, como o país mais tecnológico de todo o planeta.

A crise mais recente que o planeta passou foi o que aconteceu em 2008, sendo o epicentro desse tenebroso evento os Estados Unidos da América.  Essa crise, na verdade, já era anunciada, desde o início dos anos 2000, já que, nessa época, o mercado imobiliário dos EUA começou um processo que culminou no seu crescimento significativo, o que se manteve pelos anos que se seguiram. Essa alta procura por imóveis se deu por conta dos juros baixos cobrados pelo Federal Reserve, que equivale ao Banco Central do Brasil, nos financiamentos realizados para a compra de tais imóveis.

Isso encorajou muitas pessoas a investir seu dinheiro em imóveis, o que fez a demanda crescer muito, inclusive entre pessoas que não dispunham de muito poder econômico.

Para atender a esse nicho específico de mercado, foi proposto uma nova modalidade de compra voltada à essas pessoas, algumas com problemas de inadimplência, mas que não assustaram os financiadores pois, se o risco de calote entre essas pessoas é grande, os juros cobrados seriam maiores que os habituais praticados entre as pessoas sem problemas em suas finanças.

Muitas pessoas, também aproveitavam para hipotecar seus imóveis, aproveitando a baixa nos juros, para usar o dinheiro com intenção de viajar, consumir ou realizar algum reparo na casa. E, os títulos das suas dívidas eram vendidos entre investidores que, afoitos com as baixas dos juros, compravam tais títulos na esperança de receber valores bons. No entanto, muitos não conseguiram pagar tais dívidas, o que gerou uma forte recessão.

Atualmente, o mundo está saindo dessa crise econômica, mas ainda consegue sentir os efeitos bastante adversos que a mesma fez ocorrer no cenário econômico mundial. Os EUA, principalmente, é um dos países que mais está sofrendo, tendo problemas em sua dívida pública que ultrapassa os trilhões de dólares.

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Categoria(s) do artigo:
Mundo

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