Teoria do Espetáculo

A teoria do espetáculo surgiu no final dos anos sessenta do século XX, de forma principal por causa da publicação de “A Sociedade do Espetáculo”, livro escrito por Guy Debord que modificou as compreensões da imagem na qual a imprensa estava inserida o enfoque das publicações. Não representa seleção de metragens, mas a consequência que as mesmas possuem na sociedade que se move de acordo com o conjunto de ideias.

Teoria do Espetáculo

Teoria do Espetáculo

De forma prática o autor ganhou notoriedade mundial depois que publicou o livro em época na qual a imprensa estava vivendo época de ouro. As batalhas no mundo estavam sendo enfocadas por conta do boom das câmeras e da TV. Por consequência o mundo estava vivendo o boom dos televisores e aos poucos trocando os jornais impressos por conta das informações televisivas.

Um ano depois da publicação do livro aconteceram os movimentos sociais de 1968 que trouxeram milhares de pessoas a rua que se lembraram do nome de Debord que de forma ideológica começou a demonstra espécie de símbolo que representava o ato de contestar. Nesse sentido não se pode confundir a ideia em si como conjunto de técnicas que aumentou o nível de difusão na comunicação em massa, mas na tradução que o público em geral realiza por conta da interpretação e das ações subsequentes. Representa a visão do mundo que começou a se formar.

Não se pode ignorar o fato de que conforme a Teoria do Espetáculo as nações julgam as outras não apenas por conta da economia como também do processo espetacular que existem nas relações sociais. Foi nesse momento que Debord começou a elucidar conceitos que se relacionam com o ato de banalizar o social. O autor chegou à compreensão de que a banalização representa fato que se encontra de modo geral no mundo e representa de modo pragmático as características que existe na sociedade moderna em que o capitalismo chegou a ponto no qual até as formas de arte foram monetizadas, resultando inclusive na cultura descontrolada de realizar o consumo para aumentar o julgamento de valor e realidade.

Debord aponta que aceitar de modo pacífico o poder imposto representa o resulta da própria revolta que existe na sociedade espetacular que por conta da possibilidade de consumir se cala diante das injustiças por causa da possibilidade de consumir. O ponto insatisfatório começa a acontecer a partir do momento em que as sociedades não conseguem consumir de acordo com o ritmo global dentro do mundo que demanda economia avançada para se tornar moderno.

Marxismo Heterodoxo: Teoria do Espetáculo

Esse tipo de ideal entra em convergência com o marxismo heterodoxo e tem base no sentido de estabelece crítica na sociedade como se a política do pão e circo continuasse até a época na qual surgiu a Teoria do Espetáculo. No Império Romano as massas perdiam o poder de contestar em consequência da distribuição de pães e vinhos para acontecer o entorpecimento da mente. Também existia o circo que de forma prática se traduz como as práticas que aconteciam nos estádios entre luta de gladiadores e execução de pessoas foras da lei que eram consumidas por animais selvagens ao vivo.

Na sociedade do espetáculo a possibilidade de consumir faz com que as pessoas fiquem entorpecidas e percam a noção da necessidade de reivindicar por direitos básicos. O individualismo também representa ponto que entra em convergência com os ideais do autor ao levar em conta que a partir do momento que o homem comum tem a possibilidade de consumir acaba por se esquecer das necessidades que existe na casa do vizinho.

Não se pode ignorar o fato de que o autor criticou capitalistas e socialistas, durante o auge da Guerra Fria, período no qual o mundo poderia acabar apenas com o ato de apertar um botão. “Espetáculo difuso” representa termo que se relaciona com o capitalismo ao ponto que o “concentrado” consiste em elemento inerente ao ideal do “socialismo”.

Interessante notar que o autor é tido como um dos mais conhecidos leitores de Marx, visto que grande parte dos trabalhos conhecidos em vida tem base no pensador alemão, considerado por parte dos especialistas como o pensador que ditou as regras da influência do século XX, embora a maioria dos escritos do pensador tenha sido publicada na segunda parte do século XIX.

De acordo com o próprio autor a base da pesquisa composta para realizar o livro consiste nos trabalho de Marx. No sentido de compreender os valores que se relacionam com a explicação do capitalismo o autor não uso o pensamento de valor da obra “O Capital”. Os desavisados podem se enganar, por esse motivo vale a pena ressaltar que o valor não se relaciona com o preço, mas o conjunto de quantias que representam os trabalhos sociais em si que existem para que a matéria-prima se transforme em bem.

Sob a ótica do pensamento que surge a noção do homem que acaba por ser reduzida como se fosse mera mercadoria dentro do sistema de produção. Por consequência a humanidade começa a perder o valor como homem em aumento da mercadoria que surge para enriquecer pequena porção da população, ao ponto que a classe trabalhadora sofre com o revés da redução do valor.

Não se pode ignorar o fato de que como ponto central dentro da teoria em si existe a compreensão de que a classe trabalhadora começa a entrar no processo de alienação que ultrapassa a necessidade de compreender cada individuo como um ser dotado de pensamentos e emoções singulares, o que por consequência resulta nos danos psicológicos e ao aumento das crises existenciais. De forma prática a Sociedade do Espetáculo traz como resultado o diagnóstico de que o mundo capitalista possui formas distintas na qual acontecer processo dialético que gera a separação do que venha a significa vida entre seres-humanos, aumentando assim a distância entre os pobres e bem-afortunados.

Nesse sentido se convém concluir de que o espetáculo em si representa o domínio que a sociedade burguesa possui sobre a classe trabalhista e da grande parte dos membros compostos na sociedade. De acordo com Debord uma das poucas chances de resistir ao formato de alienação está no fato de diminuir a submissão ao trabalho.

Artigo Escrito por Renato Duarte Plantier

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Categoria(s) do artigo:
História

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