Entenda o que representa o fechamento das lojas da Saraiva

Marcará continuará operando pela internet 

Imagem de Pixabay por Pexels

Depois do fechamento da Livraria Cultura mais icônica do país, localizada na Avenida Paulista, em São Paulo, agora foi a vez da Livraria Saraiva anunciar mudanças significativas na operação. Como já foi anunciado aqui pelo Jornal Correio, a empresa estava em recuperação judicial desde 2018, e recentemente divulgou que irá fechar as últimas cinco unidades presenciais.

A Livraria Saraiva continuará existindo, porém, apenas pela internet, já que as operações físicas não estavam obtendo o mesmo retorno de antes. De acordo com o último balanço, a receita líquida das lojas presenciais registrou queda de 60% com relação ao mesmo período do ano anterior. 

A venda de livros está mesmo em queda?

O mercado editorial vive um momento desafiador e que está sendo refletido nas receitas de boa parte das empresas do segmento. Nos dois primeiros meses de 2023, o faturamento com a venda de livros teve uma queda de 7%. Ao mesmo tempo, os produtos tiveram um aumento de 6%, o que pode ajudar a explicar a diminuição de gastos dos consumidores.

Porém, quando se observa os tipos de mercado, o que se conclui é que as lojas físicas têm sofrido mais com a redução do consumo. Aliás, muitos leitores estão preferindo adquirir os livros pela internet do que ir até as livrarias. 

Segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2022, as vendas das livrarias apenas virtuais representaram 35,2% do faturamento das editoras, ou seja, foram o canal principal. 

Quais conteúdos estão sendo mais consumidos?

Se por um lado existe uma retração na venda de livros físicos, por outro, os conteúdos digitais estão ganhando espaço. De acordo com a pesquisa Conteúdo Digital no Setor Brasileiro, no ano passado, os livros virtuais tiveram um crescimento nominal de 35%. Ainda assim, ele é 6% do mercado editorial do país. 

Como é menos burocrático lançar um livro digital, muitas pessoas estão tendo a oportunidade de compartilhar dessa forma o que escrevem. No site da Amazon, por exemplo, existem vários escritores iniciantes, que não têm medo de expor as próprias histórias. 

Por conta do aumento dessas ofertas – inclusive de livros voltados para negócios e desenvolvimento pessoal – é possível compreender por que houve um crescimento na venda de obras digitais. O que não quer dizer que os produtos físicos perderam importância, até porque, existe um público cativo que prefere ler em papel e guardar suas histórias favoritas na estante. 

Como criar novos conteúdos na era digital?

Embora seja desafiador competir pela atenção das pessoas, que estão usando mais celulares e outros dispositivos tecnológicos, o prazer da leitura continua existindo. Há até quem esteja começando a mergulhar no universo das histórias agora, para poder fugir um pouco da alta conectividade. 

Diante dessa realidade, quem deseja começar a escrever e publicar as obras, o primeiro passo é definir sobre o que será escrito e fazer um rascunho. No caso de ficção, elencar os personagens principais, seus conflitos, relacionamentos e outros detalhes pode ajudar a se organizar melhor. A técnica da escrita é individual, e cada um se encontra melhor de uma forma. Há quem prefira deixar as ideias fluírem e quem gosta de estruturar o conteúdo por partes. 

Depois que já tiver toda a obra em mãos, vale a pena buscar um segundo olhar para fazer uma revisão. Até os melhores escritores contaram com revisores, porque após algum tempo o olhar se cansa e não consegue observar detalhes a serem corrigidos. 

Para enviar às editoras, é necessário que o arquivo esteja em PDF. Se ainda estiver no editor, basta converter de Word para PDF, o que leva poucos minutos e nenhum conhecimento técnico. Isso irá garantir uma forma de proteção ao conteúdo, já que no editor tradicional é mais fácil de fazer alterações sem que outras pessoas saibam. 

Caso já tenha fechado um documento e precise fazer novos ajustes, sem ter o editor original em mãos, é só fazer o caminho oposto, ou seja, converter PDF em Word. Essa tarefa é tão simples quanto a outra, e não requer custos.

Vale a pena ainda observar os custos que as empresas cobram para publicar o livro, ainda que de maneira digital. Em geral, o valor é uma parte das vendas, por exemplo, se o produto custa R$20, cerca de R$ 4 ficará retido na plataforma. Além de considerar o aspecto financeiro, é interessante observar o site em si e se ele possui visibilidade. Caso contrário, o escritor deverá fazer um trabalho ainda maior para conseguir divulgar a obra. 

Ainda que o mercado editorial esteja passando por um momento de crise, como foi visto pelos últimos fechamentos de livrarias, existe um público que não deixa de comprar livros, e até mesmo tem passado a se interessar pelos conteúdos virtuais. Aliás, para quem quer começar a escrever, essa talvez seja uma forma interessante de divulgar os primeiros trabalhos e gastando menos. 

 

Gostou? Curta e Compartilhe!

Categoria(s) do artigo:
Cultura · Livros

Artigos Relacionados


Artigos populares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.