Gírias Brasileiras

As gírias são faladas em todas as línguas, muitas vezes as próprias pessoas que as falam têm dificuldades para explicar o que elas querem dizer, sabem o que estão falando, quem conhece a tal gíria vai entender, mas se perguntar o que significa é complicado para explicar.As gírias devem ser usadas somente em ambientes de diálogo informal, não fale com seu chefe fazendo uso de gírias que ele não vai “pegar bem” com isso. As gírias costumam mudar de região para região; de um estado para outro existem diferentes gírias, mas não é preciso ir tão longe assim, normalmente é comum encontrar dentro das cidades grupos diferentes que fazem uso de gírias diferentes.Muitas vezes uma palavra normal é usada como gíria em determinado contexto: “tá me alugando?”. Sabemos que a palavra alugar é usada quando pagamos um determinado valor para ficar com algo (casa, carro, DVD, entre outros) por um determinado intervalo de tempo. Nesse caso, “alugar” está sendo usado como gíria e quer dizer: irritando, zombando, atormentando.Gangs costumam fazer uso de gírias próprias para que somente eles entendam o que estão falando, muitos inclusive acreditam que as gírias surgiram por meio das gangs.Algumas gírias que são usadas no Brasil:

-Abanar o rabo: ficar feliz, demonstrar alegria e satisfação;

-Amigo da onça: pessoa que se faz de amigo, mas não é;

-Bater as botas, abotoar o paletó, vestir roupa de madeira: morrer;

-Bom de copo: quem bebe bastante;

-Bom de garfo: quem come muito;

-Custa os olhos da cara: é muito caro;

-Comer o pão que o diabo amassou: passar por momentos de dificuldades, sofrer;

-Dar a mão à palmatória: reconhecer que errou;

 

Gírias Brasileiras

Gírias Brasileiras

-Falar pelos cotovelos: quando a pessoa não para de falar;

-João ninguém: quando alguém não tem importância;

-Dar trela: dar conversa;

-Não ter papas na língua: pessoa que fala o que pensa;

-Mano: em alguns casos irmão (“esse é meu mano)”, pode ser usado também como amigo mais chegado, em outros pode ser usado para designar uma pessoa qualquer (“aquele mano ali de blusa azul”);

-Mina: mulher, menina;

-Olho da rua: fora;

-Foi para o olho da rua: perdeu o emprego.

Existem infinidades de gírias que se fosse ficar falando todas por aqui, iria gastar boas páginas para terminar, e não ia colocar todas, afinal, como disse, elas mudam de lugar para lugar, e o que quer dizer uma coisa em uma cidade quer dizer outra em outra cidade, ou nem existe em outra cidade.“Então tenho que terminar esse texto por aqui, agora tô indo na casa de um mano, cara gente boa, só não pode dar trela, bom de copo o rapaz, tem umas cervejas que custam o olho da cara”.

 

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