Plutônio

Uma das substâncias mais nocivas e tóxicas que existe no planeta, não é encontrada em sua forma normal na natureza é e fruto do beneficiamento do urânio pela usinas nucleares. Para se ter uma idéia do poder do plutônio, o seu derivado mais leve é o Pu-241 fissil, que tem o seu ciclo de toxicidade reduzido ao meio somente depois de 14 anos que foi beneficiado. Nessa escala, seu subproduto mais potente é o Pu-242, que leva quase 38 mil anos para que seu ápice de fornecimento de energia seja defasado pela metade. O produto é tão nocivo que a ingestão de 0,001 milésimo da substância é fatal para o organismo humano. Uma quantia de plutônio do tamanho de uma bola de golfe é capaz de criar uma bomba atômica capaz de matar milhares de pessoas.

Plutônio

O Problema do Processamento do Plutônio

Quando as usinas nucleares produzem energia, produzem plutônio com resíduo, que fic misturado ao combustível nuclear, denominado INF. O grande problema que resulta dessa operação é o que fazer com o plutônio e com o urânio decorrentes destes procedimentos. Em alguns países foi tentada de diversas formas encontrar um jeito de que o plutônio separado do resto do lixo atômico fosse reutilizado como combustível dos reatores nucleares, porém, nenhuma dessas tentativas resultou em sucesso.

Carbono

Aumento de Lixo

Mas o grande problema original do processamento do urânio e do plutônio e o aumento indiscriminado deste lixo, pois o combustível inicial, já altamente radioativo e tóxico, é aumentado em cerca de 187 vezes, no que diz respeito à quantidade de substâncias tóxicas que se agregam à mistura decorrente do “resto” do processamento. Sem ter onde nem como segregar, diluir ou melhorar a qualidade desse lixo atômico, eles são descarregados diretamente no ar, no solo e na água, causando sérios riscos à saúde pública e matando o ecossistema em volta da descarga. Como triste exemplo temos o Mar da Irlanda, que devido às constantes descargas da Usina Nuclear de Sellafeld, da vizinha Inglaterra, a transforma na área mais contaminada por lixo radioativo do mundo.

Bomba

Geração de Energia Com Plutônio

Como já soubemos, o plutônio é extraído diante da manipulação do urânio, e o grande problema do processamento do urânio é que se trata de um material não tão abundante em reserva no planeta e que os custos eram astronômicos, então tentaram fazer com que o plutônio fosse a mola motriz de um outro tipo de reator, uma vez que os engenheiros nucleares tinham a esperança de conseguir obter mais plutônio diretamente do urânio do que como resto da operação de energia. Enquanto muitos países se empolgaram com a idéia, como a França e a Rússia que anunciaram durante a década de 80 que iriam utilizar este tipo de tecnologia, durante suas primeiras operações se demonstraram um grande fracasso, mantendo apenas o Japão com funcionamento e desenvolvimento deste tipo de reator nuclear.

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