Síndrome de Eagle

Síndrome de Eagle

Esta é uma síndrome que é mais facilmente diagnosticada por profissionais da área saúde com especialização em otorrinolaringologia. Se caracteriza por um aumento considerável na projeção óssea, chamada cientificamente de apófise estilóide, ou seja, uma ossificação no ligamento estilohióide que originam sintomas diversos, entre eles citamos, cefaléia, disfagia, dor facial, odinofagia, otalgia, trismo e zumbido. O primeiro pesquisador a descrever tal Síndrome foi W. W Eagle, por este motivo atribuiu-se o nome de síndrome de eagle a esta doença. As descrições sintomáticas de Eagle datam de 1937, sendo que ele relata dois grupos distintos, são eles a Síndrome de Eagle Clássica e ainda a Síndrome da Artéria Carótida.

Síndrome de Eagle

Síndrome de Eagle

Diagnóstico

Trata-se de uma síndrome genética de dificil diagnóstico, de acordo com pesquisas cientificas não raras vezes os pacientes acometidos pela Síndrome de Eagle recebem encaminhamento para psiquiatria, pois os médicos não encontram justificativas para as queixas citadas na qual os pacientes relatam uma grande perda na sua qualidade de vida devido a intensidade da dor. Também é facilmente diagnosticada como nevralgia do trigêmeo, otite e demais dores orofaciais.

Doença

Doença

O exame de toque realizado pelo médico da área de saúde pode ser bem conclusivo para a formação do diagnóstico preciso. Ao tocar o estilóide ocorre uma dor aguda imediata, após este teste o paciente deverá receber dosagens de anestésico na fossa tonsilar para alivio desta dor, o que confirma o diagnóstico; os exames de radiografia lateral do cranio, panorâmica e póstero-anterior podem ser muito úteis também, mas nem sempre retratam a ossificação do estilóide.

Tratamento

Tratamento

Tratamento da Síndrome de Eagle

Em alguns casos menos severos o tratamento a base de analgésicos poderá ser suficiente para solucionar o problema, mas muitos casos requerem intervenção cirúrgica, na qual ocorre a dissecação de músculos e tecidos moles para que o processo estilóide possa ser amputado o mais próximo possível da região óssea temporal. A intervenção cirúrgica poderá ser realizada através de via transfaringeana ou ainda por acesso externo, na mandibula.

Saúde

Saúde

Considerações

Existem casos de Síndrome de Eagle nos quais não ocorrem sintomas dolorosos, sendo uma doença de difícil diagnóstico existe uma preocupação por parte de pesquisadores, cientistas e médicos no sentido de divulgar esta Síndrome ainda pouco conhecida, sendo assim os profissionais ligados a saúde e beleza bucal, especialmente os cirurgiões dentistas poderão estar mais atentos a esta possibilidade, pois eles solicitam com frequência exames radiológicos panorâmicos para o planejamento de seus tratamentos dentários.

Radiografia

Radiografia

Uma analise detalhada destes exames somada a uma investigação cuidadosa a cerca das queixas de seus pacientes podem diagnosticar esta doença rara. Na literatura especifica desta Síndrome ocorrem divergências pois existem pacientes com alongamento e ossificação da apófise estilóide que não apresentam sintoma algum, sendo assim colocam sob questionamentos a ocorrência de dor, quais as causas especificas, mas apesar disso não há como negar os beneficios obtidos por pacientes diagnosticados nos quais se procedeu o devido tratamento e cirurgia.


Categoria(s) do artigo:
Síndrome

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Comentários

  • Tenho uma irma que fez recentemente s cirurgia mas continua com muitas dores ja nao sabemos mais o que fazer.se alguem puder nos ajudar ficaremos muito agradecidos.ela tem47 anos a cirurgia foi a 3meses.o osso tinha 11 cm.e as dores continuam.

    zaira ballardin 17 de outubro de 2013 0:15
  • Acabei de descobri que tenho a síndrome de Eagle, estou desesperada, mais confiante no Senhor.

    Rosana Rodrigues 5 de dezembro de 2013 1:00
  • Tb descobri q tenho nos dois lados. Estou em duvida se faço a cirurgia. Gostaria de ter contato com pessoa sq fizeram para saber como foi.

    Regina 17 de março de 2014 17:30
  • Sou portadora desse síndrome e foi-me detetado à mais de 5 anos. Gostava de estar mais informada acerca da cirurgia e seus riscos, uma vez que o meu otorrino não me aconselhou a fazer.

    Marília 21 de março de 2014 8:09
  • No meu caso, fiz tratamento com uso de placa dental noturna. No comeco eh dificil de se acostumar, porem depois de um tempo voce comeca a notar que as dores na ATM vao diminuindo.
    Fiz a placa com a Dra. Laura Moura Martins de Ribeirao Preto, especialista em Ortopedia Funcional dos Maxilares. Se procurarem o nome da Internet vai encontrar o contato dela.

    Clarice 14 de abril de 2014 15:34
  • Minha esposa descobriu recentemente estar com essa síndrome. Moramos em Goiânia e estamos buscando informações, sobre onde tratar, já que o ortodentista que deu o diagnóstico, disse que o caso dela é de tratamento. Se alguém souber onde tratar aqui perto de nossa cidade ou adjacências, por favor informar-me.

    Deus lhe pague.

    Américo

    Americo Ventura 21 de abril de 2014 18:47
  • Acabei de descobrir !!! Fui ao dentista e ele pediu um raio x da boca toda e apareceu ao lado, dos dois a doença! Ainda estou um pouco assustada. Tenho enxaqueca, agora descobri o pq

    Flávia 22 de abril de 2014 21:40

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